Opinião:
HISTÓRIA DA
EMBRAPA,
UM EXEMPLO A
SER SEGUIDO POR TODOS
José Fantine
INTRODUÇÃO
(este
ítem é texto nosso)
Este texto apresenta e analisa um caso brasileiro de sucesso com os
objetivos de exaltá-lo e de contribuir para que muitos possam idealizar uma
trajetória em busca da vanguarda nas suas entidades a sua imagem e
semelhança. Acreditar em redes de entidades, em tecnologia e inovação, nas
potencialidades do nosso povo e instituições e em grandeza na ação são
fundamentos para o progresso sustentado em qualquer nível.
A Embrapa é um caso de sucesso reconhecido no mundo. Isso, graças a
visionários que criaram uma empresa sem precedentes. Com excelente
organização/gestão, a estatal transformou o País na agricultura e incluindo
o negócio dos bois, dos suínos, das aves, das florestas etc. Trabalha em
rede de várias configurações e abrange com eficácia empresas, órgãos
públicos federais, estaduais e municipais bem como entidades do exterior.
Também, a estatal estimula e participa da criação de entidades de ponta no
mercado.
Poucos tiveram ou têm
oportunidade de conhecer sua trajetória de sucesso, mesmo porque pouco se
acredita que no Brasil haja organizações de Primeiro Mundo, como também não
é comum a divulgação intensiva de exemplos estatais de vanguarda.
Depois do seu sucesso no Brasil
com ampla rede de centros e de modelos de trabalho cooperativo, o governo
federal orientou a realização de parcerias no exterior (Europa, EUA, Coréia
do Sul e países da África e da America). Assim, a empresa inicia um
protagonismo mundial que coloca o Brasil como nação orientada tanto para
unir esforços em prol de uma agricultura de vanguarda, como para auxiliar
países pobres a resolverem seus problemas de escassez de alimentos
(ver
http://www.embrapa.br/a_embrapa/labex).
Permitimo-nos dizer que a Embrapa ajuda de forma eficaz a realizar o sonho
de ver um mundo livre da fome, e dá um exemplo cabal do como o poder
público, com estruturas de ponta, lastreadas em trabalho em redes e em base
tecnológica, pode ser a chave do progresso econômico e social.
Reproduzimos a seguir a essência
da ação da Embrapa e da sua história, conclamando a todos os leitores para
aplaudirem e acompanharem essa sua ação nacional, que tanto engrandece o
País. E para meditarem, no seu negócio, na sua entidade, pública ou privada,
sobre o como encontrar os meios de organizar organismos corporativos ou
nacionais assemelhados ao modelo dessa estatal de sucesso. Sobre isso ver
http://www.ecentex.org/livreto_oficial_crex.pdf
A EMBRAPA
(este
ítem é 100% copia exata de partes do site
www.embrapa.br)
Na década de 1970, a
agricultura se intensificava no Brasil. O crescimento acelerado da
população e da renda per capita, e a abertura para o mercado externo
mostravam que, sem investimentos em ciências agrárias, o País não
conseguiria reduzir o diferencial entre o crescimento da demanda e o da
oferta de alimentos e fibras.
No âmbito do Ministério da
Agricultura, um grupo debatia a importância do conhecimento científico
para apoiar o desenvolvimento agrícola. Nesse momento, os profissionais da
extensão rural começaram a levantar a questão da falta de conhecimentos
técnicos, gerados no País, para repasse aos agricultores.
O então ministro da
Agricultura, Luiz Fernando Cirne Lima, constituiu um grupo de trabalho
para definir objetivos e funções da pesquisa agropecuária, identificar
limitações, sugerir providências, indicar fontes e formas de
financiamento, e propor legislação adequada para assegurar a dinamização
desses trabalhos.
Em 7 de dezembro de 1972, o
então presidente da República, Emílio Garrastazu Médici, sancionou a Lei
nº 5.881, que autorizava o Poder Executivo a instituir empresa pública,
sob a denominação de Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
(Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura. O artigo 7º estabelecia
um prazo de 60 dias para a expedição dos estatutos e determinava que o
decreto fixasse a data de instalação da empresa. O Decreto nº 72.020,
datado de 28 de março de 1973, aprovou os estatutos da Empresa e
determinou sua instalação em 20 dias.
Missão
e Atuação
A Empresa Brasileira de
Pesquisa Agropecuária (Embrapa) vinculada ao Ministério da Agricultura,
Pecuária e Abastecimento, foi criada em 26 de abril de 1973.
Sua missão é
viabilizar soluções de pesquisa, desenvolvimento e
inovação para a sustentabilidade da agricultura, em benefício da sociedade
brasileira.
A Embrapa
atua por intermédio de
Unidades de Pesquisa e de Serviços
e de
Unidades Administrativas,
estando presente em quase todos os Estados da Federação, nos mais
diferentes biomas brasileiros.
Para ajudar
a construir a liderança do Brasil em agricultura tropical, a Empresa
investiu sobretudo no treinamento de recursos humanos; possui hoje 8.692
empregados, dos quais 2.014 são pesquisadores - 21% com mestrado, 71% com
doutorado e 7% com pós-doutorado. O orçamento da Empresa para 2010 é de
R$ 1 bilhão e 800 mil.
Está sob a
sua coordenação o
Sistema Nacional de Pesquisa Agropecuária
- SNPA,
constituído por instituições públicas federais, estaduais, universidades,
empresas privadas e fundações, que, de forma cooperada, executam pesquisas
nas diferentes áreas geográficas e campos do conhecimento científico.
Tecnologias
geradas pelo SNPA mudaram a agricultura brasileira. Um conjunto de
tecnologias para incorporação dos cerrados no sistema produtivo tornou a
região responsável por 67,8 milhões de toneladas, ou seja, 48,5% da
produção do Brasil (2008). A soja foi adaptada às condições brasileiras e
hoje o País é o segundo produtor mundial. A oferta de carne bovina e suína
foi multiplicada por 5 vezes enquanto que a de frango aumentou 21
vezes(período 1975/2008). A produção de leite aumentou de 7,9 bilhões em
1975 para 27 bilhões de litros, em 2008 e a produção brasileira de
hortaliças, elevou-se de 9 milhões de toneladas, em uma área de 771,36 mil
hectares, para 17,5 milhões de toneladas, em 806,8 mil hectares, em 2006.
Além disso, programas de pesquisa específicos conseguiram organizar
tecnologias e sistemas de produção para aumentar a eficiência da
agricultura familiar e incorporar pequenos produtores no agronegócio,
garantindo melhoria na sua renda e bem-estar.
Suas
unidades
Unidades de
Serviço 3
Embrapa Café
Brasília/DF
Embrapa
Informação Tecnológica
Brasília/DF
Embrapa Transferência de Tecnologia
Brasília/DF
Unidades de
pesquisa de produtos 15
Embrapa Algodão
Campina Grande/PB
Embrapa
Arroz e Feijão
Santo Antônio de Goiás/GO
Embrapa Caprinos e Ovinos
Sobral/CE Embrapa
Florestas
Colombo/PR
Embrapa Gado de Corte
Campo Grande/MS Embrapa
Gado de Leite
Juiz de Fora/MG
Embrapa Hortaliças
Brasília/DF
Embrapa
Mandioca e Fruticultura Tropical
Cruz das Almas/BA
Embrapa Milho e Sorgo
Sete Lagoas/MG Embrapa
Pecuária Sudeste
São Carlos/SP
Embrapa Pecuária Sul
Bagé/RS
Embrapa
Soja
Londrina/PR
Embrapa Suínos e Aves
Concórdia/SC Embrapa
Trigo
Passo Fundo/RS
Embrapa Uva e Vinho
Bento Gonçalves/RS
Unidades de
pesquisa de temas básicos 10
Embrapa Agrobiologia
Itaguaí/RJ Embrapa
Agroenergia
Brasília/DF
Embrapa Agroind, de Alimentos
Guaratiba/RJ
Embrapa
Agroindústria Tropical
Fortaleza/CE
Embrapa Informática Agropecuária
Campinas/SP
Embrapa
Instrumentação Agropecuária
São
Carlos/SP
Embrapa Meio Ambiente
Jaguariúna/SP
Embrapa
Monitoramento por Satélite
Campinas/SP
Embrapa Rec. Genéticos e Biotecn.
Brasília/DF
Embrapa
Solos
Rio de
Janeiro/RJ
Unidades de
pesquisa agro florestal ou agropecuária nas ecorregiões brasileiras 15
Embrapa Acre
Rio
Branco/AC
Embrapa
Agropecuária Oeste
Dourados/MS
Embrapa Amapá
Macapá/AP
Embrapa
Amazônia Ocidental
Manaus/AM
Embrapa Amazônia Oriental
Belém/PA
Embrapa
Cerrados
Brasília/DF
Embrapa Clima Temperado
Pelotas/RS
Embrapa
Mato Grosso
Sinop/MT
Embrapa Meio-Norte
Teresina/PI
Embrapa
Pantanal
Corumbá/MS
Embrapa Pesca, Aquic. e Sist.Agríc.Palmas/TO
Embrapa
Rondônia
Porto
Velho/RO
Embrapa Roraima
Boa Vista/RR
Embrapa
Semiárido
Petrolina/PE
Embrapa Tabuleiros Costeiros
Aracaju/SE
Sistema
Nacional de Pesquisa Agropecuária - SNPA
O SNPA, em sua forma vigente,
foi instituído em 1992 pela Portaria nº 193 (7/8/1992) do Ministério da
Agricultura, autorizado pela Lei Agrícola (Lei nº 8.171, de 17/1/1991).
O SNPA é constituído pela
Embrapa e suas Unidades, pelas
Organizações Estaduais de Pesquisa Agropecuária - Oepas,
por universidades e institutos de pesquisa de âmbito federal ou estadual,
bem como por outras organizações, públicas e privadas, direta ou
indiretamente vinculadas à atividade de pesquisa agropecuária.
Objetivos do SNPA
Compatibilizar
as diretrizes e estratégias de pesquisa agropecuária com as políticas de
desenvolvimento, definidas para o País, como um todo, e para cada região,
em particular.
Assegurar
constante organização e coordenação das matrizes de instituições que atuam
no setor, em torno de programação sistematizada, visando eliminar a
dispersão de esforços, sobreposições e lacunas não desejáveis.
Favorecer
o desenvolvimento de um sistema nacional de planejamento para pesquisa,
acompanhamento e avaliação.
Estabelecer
um sistema brasileiro de informação agrícola, com formação de banco de
dados para a pesquisa e desenvolvimento agropecuário, facilitando o acesso
aos usuários e clientes da pesquisa agropecuária.
Promover
o apoio à organização e racionalização de meios, métodos e sistemas com
desenvolvimento em informatização das instituições.
Proporcionar
a execução conjunta de projetos de pesquisa de interesse comum, fomentando
uma ação de parceria entre instituições, no desenvolvimento de ciência e
tecnologia para a agropecuária.
Coordenar
o esforço de pesquisa para atendimento às demandas de regiões, estados e
municípios, a fim de proporcionar melhor suporte ao desenvolvimento da
agropecuária.
Promover
o intercâmbio de informações e documentação técnico-científica, nas áreas
de interesse comum.
Favorecer
o intercâmbio de pessoal, para capacitação e assessoramento
interinstitucional.
Possibilitar
apoio técnico, administrativo, material e financeiro entre instituições
integrantes, na medida das necessidades e interesses da programação e
missões a desempenhar.
(Ministério
da Agricultura - Portaria Nº 193, de 07.08.1992)
Organizações componentes do SNPA
§
Embrapa
e suas
Unidades de Pesquisa e de Serviços
§
Organizações Estaduais de Pesquisa Agropecuária - Oepas
§
Universidades (Obs.: Estão listadas aqui não apenas aquelas
Instituições de Ensino Superior - IES - diretamente relacionadas ao SNPA,
mas universidades brasileiras filiadas ao Conselho de Reitores das
Universidades Brasileiras - Crub. O Crub congrega universidades federais,
estaduais e municipais, comunitárias e particulares. Instituições não
filiadas ao Crub não constam da relação.)
§
Outras
instituições
CONCLUSÃO
(este
ítem é texto nosso)
Na década de 70, o Brasil não
era ator mundial na agropecuária. Os apoios aos homens do campo e
empresários eram insuficientes e dispersos. Alguns já agiam de forma moderna
na época da criação da Embrapa. Mas o País era um atraso geral no segmento
e ninguém nele apostaria como futuro líder em vários campos desse negócio,
embora já contasse com algumas universidades de alto nível no tema. A
decisão estratégica tomada foi a de valorizar para valer a componente
tecnológica e científica, a criação de centros de referência e a realização
de parcerias estratégicas. Não tivessem tido essa visão, com certeza o
Brasil não teria chegado aonde chegou. O SNPA coordenado pela EMBRAPA pode
ser entendido como uma Rede Nacional de Excelência proposta na metodologia
de formação de Centro/Redes de Excelência (ver
http://www.ecentex.org/livreto_oficial_crex.pdf
)
Criou-se, com sabedoria, em um
país ainda atrasado na educação, o melhor conjunto de P&D do mundo em
agricultura tropical. Nisso, somos Primeiro Mundo. Não foi necessário antes
fazer uma revolução no ensino nacional, pois o empreendimento, assim como
outros de ponta, complementa a formação de sua mão de obra, e então ele
influencia o progresso na educação e, depois, ganha com os efeitos desse
avanço - um ciclo virtuoso.
Se pensarmos na demanda
industrial em geral, que pode ser segmentada por vários grandes temas, ou na
educação, na saúde, nos esportes, no turismo e em outros macro segmentos,
podemos imaginar conjuntos de Redes Nacionais, como previsto na metodologia
referenciada na Introdução. Para entender essa questão vale analisar o
documento “Mapa das Indústrias de 2005” da CNI, que busca ordenar o esforço
para o País progredir de forma sustentável, a Política de Desenvolvimento
Produtivo–PDP de 2008 e, ainda, o que indicam os fundamentos do SIBRATEC e
outros documentos que falam sobre a importância da inovação e tecnologia
para o progresso nacional.
Vejam excertos do
MAPA DA
INDÚSTRIA NACIONAL – CNI
2005
“A inovação é
fundamental para a estratégia industrial brasileira. Criar um ambiente
favorável à inovação, dispor de uma adequada infra-estrutura tecnológica e
de centros de conhecimento com capacidade de transformar pesquisas em
resultados são imprescindíveis para o sucesso da indústria nos próximos dez
anos”.
“Em razão da
heterogeneidade do setor industrial e do grande número de empresas de médio
e pequeno porte, o estímulo à rede de centros tecnológicos requer a
consolidação de centros externos - públicos e privados -, que permitam
economias de escala e de escopo, divisão de custos e de riscos e o
incremento na formação de redes e parcerias”.
“O objetivo é
ampliar a interação entre empresas e instituições de pesquisa, de formar a
propiciar maior cooperação na análise e desenvolvimento de produtos e
processos. O programa parte de um conjunto de ações pré-existentes, tais
como os Fundos Setoriais de C&T, as atividades promovidas pelas fundações
estaduais de apoio à pesquisa, entre outras.”
Quando foi
lançada a Política Industrial, Tecnológica e de Comercio Exterior em 2004 os
que coordenaram sua estruturação disseram que era preciso criar uma “Embrapa
Industrial”
, logicamente pensando na situação do não
atendimento às indústrias no campo tecnológico, fato confirmado no Mapa da
Indústria da CNI de 2005.
Tomada essa
idéia força, o caminho seria, de forma fácil e eficaz, e como já praticado
no exterior (para alcançar o mesmo objetivo) “Criar uma Rede Nacional de
Centros de Excelência em temas de interesse para o desenvolvimento
industrial” conectando com o que já se fazia e ordenando os recursos que
começavam a aparecer. Essa Rede seria a “Embrapa Industrial desejada”
Embora haja
várias iniciativas em curso para atender o campo industrial preocupa-nos a
pouca dimensão dos recursos previstos para cada uma e a ainda não integração
delas. Por isso chamamos a atenção para a Embrapa como símbolo e para a Rede
que coordena (SNPA). Pois sem integração, sem massa crítica e sem recursos
de monta nada se consegue de substantivo.
O governo fez
aprovar a Lei de Inovação que estava há anos em discussão, criou o CGEE, a
ABDI e finalmente o SIBRATEC
– Sistema Brasileiro de Tecnologia
todos de alguma forma alinhados com a questão posta . Tudo estaria/estará
bem se: i. houver recursos substanciais para as redes criadas ou a serem
criadas; ii. essas redes migrarem para algo mais forte com obrigação de
sustentabilidade, de vanguarda, de resultados; iii. for conectado o que de
similar existir.
Cremos seja
de fato interessante criar a “Embrapa Industrial”, a “Embrapa da Saúde”, a
“Embrapa da Educação”, a “Embrapa dos Esportes” etc, tornando realidade a
idéia e metáfora muito bem idealizada em 2004 pela IPEA, porém com base nos
conceitos de Rede Nacionais de Excelência, já que seria praticamente
impossível criar empresas reais como foi feito no caso da Embrapa, nem há
tempo para esperar seus frutos se possível fosse
.
Precisamos
avançar muito, pela dimensão dos problemas e desejos postos. Precisamos
criar de fato, como pedido nos vários estudos por todas as camadas, os
caminhos para crescer em P&D até chegar em 3% do PIB em aplicações (hoje
somente sendo aplicado 1%, enquanto os líderes caminham para 3 a 4%). Mas,
esse objetivo magno jamais será alcançado se não houver um belo conjunto de
soluções centrais públicas organizadas em redes, além de ações como as que
podem ser induzidas pelas Redes Nacionais de Excelência e, ainda, ações
intramuros nas empresas (bem incentivadas). Os recursos para investir serão
“produzidos pelos recursos aplicados” isto é, a cada acréscimo de
investimento há retornos de n vezes o aplicado, sobrando então um pouco para
mais colocar em P&D. Assim todos os países líderes mundiais fizeram.
Nós podemos
ir muito longe, se acreditarmos nas nossas forças. Afinal, do quase nada
fomos capazes de ter um Embrapa, uma Petrobras com suas dezenas de
tecnologias de vanguarda, uma Embraer, a FIOCRUZ e seus Institutos,
Instituto Butantã, uma Rede Sarah de hospitais, uma Rede Globo e outras
assemelhadas, jornais e revistas nacionais que nada deixam a desejar, o
INCOR, a clínica Pitangui, a excelência no vôlei, a capacitação na energia
nuclear, o álcool e suas tecnologias, uma vanguarda em soja, sucos, frangos,
pecuária, mineração, centros de vanguarda da COPPE, COPPEAD, Fundação Don
Cabral, várias unidades de vanguarda da USP, UNICAMP, IPT, UFRJ, UFMG,
UFRGS, PUC, UFSCA e outras universidades, unidades e tecnologias do setor
elétrico, alguns setores da construção e montagem, várias industriais de
ponta e vários outros.
Como exemplo,
tomando ainda a Embrapa como base, vejamos:
Decisões
históricas e notáveis tomadas no caso da Embrapa
-
Constatação histórica na década de 70 sobre a não possibilidade de se
atender o País com os insumos da agropecuária em sua trajetória de
progresso pretendido.
-
Decisão histórica por insistir que o gargalo maior seria o suporte em
conhecimentos, inovação, ciência e tecnologia (embora já houvesse
universidades rurais muito boas havia décadas e núcleos de saber federais
e estaduais) em época que este pensamento não era moda no País.
-
Decisão histórica de criar uma estatal diferente cujos produtos seriam
gratuitos e constituído por conhecimentos, tecnologias, cultivares,
instruções etc;
-
Decisão notável de não constituir um centro de pesquisas único e enorme,
mas sim centros por produto, outros por temas abrangentes de suporte e
outros por regiões (hoje 43 centros), e de colocá-los em um mesmo comando
e trabalhando matricialmente.
-
Decisão
notável de criar condições para a Embrapa se associar com outras entidades
produtivas.
-
Decisão
histórica de criar o Sistema de Inovação e Pesquisas em Agropecuária,
vinte anos depois de criar a Embrapa, por sentirem que precisavam de
mais, e de o colocarem sob coordenação da Embrapa, e não se acomodarem com
o já existente.
-
Decisão notável (não citada no texto, pois se trata de uma função entre
as muitas da Embrapa) de criar há pouco tempo uma modelagem complexa de
rede para cumprir os objetivos do Sistema, mas somente para executar os
projetos de pesquisas (portanto um foco definido).
-
Decisão
histórica de abrir-se para o mundo
Enfim, o
Brasil possui instrumentos e condições para avançar muito ainda no seu
processo desenvolvimentista.. Para isso, muito contribuirá estarmos atentos
aos casos nacionais de sucesso e ao que se tem em recursos metodológicos
próprios.
José
Fantine 22 05 2010
Eng. Membro da Academia Nacional de Engenharia e consultor da COPPE/UFRJ
josefantine@gmail.com
Favor comentar e criticar,
contribuindo para a correção e melhoria deste texto para que ele possa ser
útil para ajudar o Brasil a sustentar seu progresso.